Clima

Impacto Climático dos biocombustíveis

3 Janeiro 2017

O impacto climático dos biocombustíveis, produzido a partir do óleo de palma, é 80% superior ao do gasóleo, uma vez que o cultivo da palma está associado a graves impactos ambientais, em África, América Latina, continente Africano e Sudoeste Asiático. Aumentou seis vezes na Europa o recurso ao óleo de palma para o fabrico do biodiesel entre 2010 e 2014. Por isso ocorreu uma “explosão” no consumo na ordem dos 34% na Europa. No entanto, na Europa como sabemos não é possível a plantação de palmeiras, por esse motivo o impacto ambiental acontece noutros continentes.

Na verdade, a Europa é o segundo maior importador mundial de óleo de palma, por esse motivo, a produção de biodiesel representa em consumo três quartos do mercado Europeu. A fraude de emissões na indústria automóvel é um facto consumado, no entanto, tenta-se esconder os problemas associados à desflorestação para plantação de palmeiras e o brutal desgaste dos aquíferos.

O óleo de palma para fins não energéticos (como alimentação, rações de animais e outros) diminuiu cerca de um terço entre 2010 e 2014, ficando assim 60% da produção disponível para os transportes, produção de energia e calor. Só cortando os incentivos à produção destes biocombustíveis de primeira geração, terão assim, uma oportunidade, os biocombustíveis de segunda e terceira geração, de menor impacto climático.

O atual limite de 7% para os biocombustíveis de primeira geração será revisto a partir do ano de 2020, os critérios serão diferentes para toda a bioenergia, incluindo os biocombustíveis.

 

Manuel Lima
mlvaledoneiva@gmail.com

 


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