Erasmus+

Do Erasmus ao Erasmus+: 30 anos sempre a crescer

5 Fevereiro 2017

No ano em curso a União Europeia vai celebrar duas efemérides particularmente significativas no processo de construção europeia.

Os 60 anos da assinatura dos Tratados de Roma – tratados de criação da Comunidade Económica Europeia (CEE) e da Comunidade Europeia de Energia Atómica (Euratom) – assinados na capital italiana em 25 de março de 1957 e os 30 anos do Erasmus.

A importância dos 60 anos da assinatura dos Tratados de Roma dispensa comentários e será objeto de um artigo em momento mais oportuno.

Como o título indica este artigo é dedicado ao Erasmus. O que começou por ser um pequeno programa de mobilidade para estudantes do ensino superior em 1987, com a participação de 3 200 estudantes no seu primeiro ano de existência, transformou-se nos últimos 30 anos num programa emblemático que beneficia quase 300 000 estudantes do ensino superior por ano.

Ao mesmo tempo, o programa alargou-se, proporcionando oportunidades de estudo e formação/estágio para estudantes do ensino superior e profissional, formandos, intercâmbio de jovens, voluntários e pessoal em todos os setores da educação, formação, juventude e desporto. O programa Erasmus+ está também mais aberto às pessoas provenientes de meios desfavorecidos do que os seus predecessores.

A cobertura geográfica do programa passou de 11 países em 1987 para 33 atualmente (todos os 28 Estados-Membros da UE, mais a Turquia, a antiga República jugoslava da Macedónia, a Noruega, a Islândia e o Liechtenstein).

Nos últimos 30 anos, o programa Erasmus+ e os seus antecessores apoiaram não só mais de 5 milhões de estudantes, formandos e voluntários, como o intercâmbio de pessoal e de jovens, num total de 9 milhões de pessoas.

O atual programa Erasmus+, (designado Erasmus+ desde 2014 porque beneficia mais gente com uma gama mais vasta de oportunidades) que decorre de 2014 a 2020, dispõe de um orçamento de 14,7 mil milhões de EUR e permitirá a mais de 4 milhões de pessoas estudar, realizar formação, adquirir experiência de trabalho e fazer voluntariado no estrangeiro.

O programa apoia igualmente as parcerias transnacionais entre instituições de educação, formação e juventude, bem como ações no domínio do desporto, no intuito de desenvolver a sua dimensão europeia e combater as principais ameaças internacionais. O programa promove ainda atividades de ensino e investigação sobre a integração europeia, por intermédio das ações Jean Monnet.

Um relatório da Comissão Europeia ( http://europa.eu/rapid/press-release_IP-17-82_pt.htm) mostra que em 2015, o programa Erasmus+ permitiu a 678 000 europeus estudar, receber formação, trabalhar ou fazer voluntariado no estrangeiro – um número superior a todos os registados até agora. No mesmo ano, a UE investiu 2,1 mil milhões de EUR em mais de 19 600 projetos que envolveram 69 000 organizações. Em 2015, o programa expandiu-se ainda mais, permitindo pela primeira vez a instituições de ensino superior de países de fora da Europa enviar e acolher mais de 28 000 pessoas, entre estudantes e empregados.

A França, a Alemanha e a Espanha são os principais países de envio, enquanto a Espanha, a Alemanha e o Reino Unido recebem a maior parte dos participantes. As reações dos participantes indicam que o tempo passado no estrangeiro graças ao programa Erasmus+ é bem empregue: 94 % afirmam que permitiu melhorar as suas qualificações e 80 % consideram que reforçou as suas perspetivas de carreira.

Um em cada três estudantes, que faz estágios no estrangeiro graças ao programa Erasmus+, tem uma oferta de trabalho da sua empresa de acolhimento.

A publicação do relatório coincide com o lançamento da campanha que assinala o 30.º aniversário do programa Erasmus. Ao longo de 2017 serão realizados eventos a nível europeu, nacional e local para destacar os impactos positivos do programa junto das pessoas e da sociedade em geral.

https://ec.europa.eu/programmes/erasmus-plus/anniversary_pt?pk_campaign=erasmus_30&pk_kwd=modal_window


PUB
PUB

Últimas [Sociedade]