Ana Sofia Portela
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Ana Sofia Portela
Enfermeira
enf.anasofia@gmail.com

Saúde da Mulher

10 Março 2017

No dia 8 de março assinala-se o Dia Internacional da Mulher e este é um bom mote para deixar algumas dicas sobre a vigilância de saúde que a mulher, independentemente da sua idade, deve fazer.

As mulheres ao longo de toda a sua vida são assoladas por inúmeras alterações físicas e emocionais, muito específicas da condição feminina. Seja com problemas comuns desde a infância e adolescência, passando pela gravidez e menopausa, seja com problemas mais graves de saúde como cancro da mama ou as depressões, o bem-estar das mulheres exige sempre muita atenção e cuidados específicos em cada fase da vida.

Saúde da Menina:

Existe o Plano Nacional de Saúde Infantil e Juvenil que abrange todas as crianças, adolescentes e jovens e é constituído por um conjunto de consultas em idades-chave que é de todo conveniente seguir para se avaliar o crescimento e desenvolvimento, estimular comportamentos promotores de saúde e prevenção da doença na idade pediátrica e no futuro.

 

Saúde da Adolescente e Jovem:

É uma fase de grandes alterações físicas e psicológicas: o desenvolvimento mamário, a menarca (primeira menstruação), o acne, entre outras mudanças físicas, até às mudanças psicológicas, nomeadamente, a autonomização progressiva e afirmação da identidade, a aquisição de capacidades cognitivas, de novos interesses intelectuais; a capacidade de gestão de problemas e atividades quotidianas. Nesta fase, é importante ter em atenção alguns sinais de alerta: a ansiedade excessiva; a variação ponderal (pelo risco de anorexia/bulimia); ou as condutas de risco – consumo de tabaco, álcool e/ou outras substâncias psicoativas ilícitas e comportamentos sexuais de risco.

 

Saúde da mulher em idade fértil e grávida:

A idade fértil considera-se o período de tempo entre a menarca e a menopausa. Nesta etapa da vida é importante a adoção de estilos de vida saudáveis: alimentação, exercício físico, sono reparador… no sentido de prevenir situações como a obesidade, hipertensão, entre outras.

A vigilância periódica de saúde, nomeadamente, a vigilância da mama e do útero (ecografia, mamografia e citologia) devem ser feitos conforme a periodicidade recomendada para a maioria das mulheres, salvo se houver alguma situação especifica que deve obedecer a um plano de vigilância diferente. O uso de contracetivos deve ser também monitorizado pelos profissionais de saúde. Quanto à gravidez, esta deve ser planeada atempadamente, recorrendo para tal à consulta de pre-conceção pois são necessários cuidados específicos antes da mulher engravidar para que sejam minimizados os riscos para a saúde da mulher e do feto. A gravidez deve ser vigiada, assim como o puerpério.

 

Saúde da mulher idosa:

Como seres biológicos, o envelhecimento é inerente a esta condição. Desta forma, com o avançar dos anos a mulher pela sua situação pessoal (doenças, problemas sociais ou diminuição da sua capacidade funcional) tem mais probabilidades de perder a sua autonomia. A idosa nesta situação deve seguir um plano de cuidados adaptado aos riscos da sua idade, aos seus problemas de saúde e à sua capacidade física e mental.

Conclusão, durante toda a sua vida a Mulher tem que lidar com a sua saúde numa vertente vasta e complexa, pois as alterações do seu corpo são inúmeras e a amplitude de papeis que desempenha: filha, mãe, namorada, esposa, amiga, colega, exigem uma constante adaptação às imensas exigências impostas pela sua condição. Neste sentido, é importante que a Mulher vigie a sua saúde de forma atenta e programada, para assim manter da melhor forma possível a sua saúde física e mental.

 


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