Domingos Costa
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Domingos Costa
Colaborador
domingoscunhacosta@gmail.com

Extratos da vida da irmã Maria da Conceição Pinto da Rocha (artigo nº 6)

4 Maio 2017

A Serva de Deus, ao saber que Jesus foi a mais pura Vítima Imolada, num patamar manifestamente inferior, procura ser, sem dúvida alguma, o mais puro cordeiro oferecido ao Pai para tirar o pecado do mundo. Assim, possa remir a humanidade da devastadora doença: o pecado.

É de notar que Jesus, de cristalino, de justo, de libertador, de salvador, de misericordioso, de todas as boas intenções e qualidades, passa a ser considerado pecador, e, ao sê-lo, é barbaramente cruxificado e morto. Todavia, como mártir crucificado, comunica ao mundo o verdadeiro sentido da misericórdia.

É óbvio que, Jesus não estava sozinho. Sua mãe, ao acompanha-lo na dolorosa caminhada, passa a ser, também, a Mãe de toda a humanidade, dos pecadores: a Mãe da misericórdia. Maria da Conceição, também ela casta, iluminada por Deus, partilha plenamente a vivência de Maria, a Mãe de Jesus. Também ela ofereceu a sua vida, para que os outros tenham vida.

A vida da Serva de Deus sofreu uma profunda alteração aquando da visão que teve relativamente ao sofrimento dos que, devido à sua nefasta passagem terrena, lhe viam a salvação negada. Porém, Maria da Conceição, fazia apostolado da misericórdia. Por isso, o seu desejo era salvar toda a humanidade. Até dizia:

“Não podemos tolerar que outros, pelo mal, façam mais que nós, os cristãos, pelo bem, pelo Reino, pela salvação da humanidade. Que ninguém se condene por nossa causa, porque não fomos fieis, generosos, orantes, sacrificados, empenhados no apostolado da misericórdia.”

Quando passou a ser o seu lema de vida, – como a sua grande paixão – o apostolado da misericórdia, aí são expressamente revelados os valores religiosos que sempre defendeu. Por isso, a Serva de Deus, defende que a morte de Jesus ficou perpetuada, sendo, inequivocamente, o mais puro Amor a Deus, um amor misericordioso, que resgata a humanidade do precipício.

Maria da Conceição preocupava-se e pedia – rezava – a Deus pelos que vivem exclusivamente à margem dos valores religiosos, pelos que praticam sem pejo os mais atrozes crimes, os premeditados iníquos, mentirosos, ultrajadores, e, muitos outros que vivem num mundo só deles, no mundo dos pecadores.

O apostolado da misericórdia que a Serva de Deus possuía encontrava-se entranhado com expressa abrangência no seu coração puro. O apelo pelos necessitados a nível moral eram enormes, dado que, insistentemente, pedia aos que, embora fossem católicos, não respeitavam os preceitos que a religião estabelecia para rezar para perceberem e acolherem a misericórdia.

Também rezava e pedia misericórdia a todos quantos estavam comprometidos, mas não vinculados com a Igreja. Também apelava para utilizarem todos os meios possíveis para divulgar a mensagem de Deus, para que “…todos possam receber o perdão, a acolherem a misericórdia.” Sublinhava ainda, para que fosse difundido em todos os locais de culto da religião Católica Apostólica e Romana, quer seja no “Advento, Quaresma, Pentecoste, o sacramento da reconciliação”.

 


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