Opinião
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Domingos Costa
Colaborador
domingoscunhacosta@gmail.com

Extratos da vida da irmã Maria da Conceição Pinto da Rocha (artigo nº 7)

29 Maio 2017

Continuando no apostolado da misericórdia, sublinharei que a Serva de Deus, com veemência pedia para ficarmos “…Apóstolos da Reconciliação, Sacramento da Misericórdia do Pai”.

Invoca a termos coração de Misericórdia, para instituir a paz, para perdoar, lutar contra a crítica, a divisão, anular a guerra e ódio, bem como a discórdia e vingança. Em suma: fazer com que haja um só coração e uma só alma. Acrescenta ainda, que, se porventura for semeada a paz e união, passamos a trilhar o caminho do Senhor Nosso Pai com “Misericórdia viva, ativa e operante.”

A Serva de Deus, ao ter o privilégio de no seu coração, ter nascido o Apostolado da Misericórdia, soube que muito mais havia a fazer “…para que a Misericórdia chegue ao coração e à vida de mais pessoas, para que mais, muitos mais se abram à divina Misericórdia e se salvem. Diz não poder sossegar enquanto houver pessoas a salvar…” e, ninguém diga que, “…não fomos fieis, generosos, orantes, sacrificados, empenhados no apostolado da Misericórdia.”

O livro aborda com primazia o ser vítima com Cristo, porque, Jesus, também foi vítima. Também, Maria da Conceição aos 24 anos, sentiu um fortíssimo apelo de Deus, para que seja “…vítima ao amor Misericordioso de Deus.” É importante narrar, a seguinte mensagem: “no isolamento da doença, levou-me Nosso Senhor a fazer voto de sofrer, especialmente, por todas as pessoas que até ao fim do mundo viessem a abusar das graças de salvação eterna”.

Aqui se vê a sua total entrega há causa de Deus. Deus pede, e ela, – para causas justas, – incondicionalmente tudo dá.

Decorrido 4 anos, (1917) já com 28 anos de idade, foi, por Deus solicitado, para que agora faça “o Voto de Vítima”, todavia, essa súplica, guarda-a no seu coração durante anos. A sua crença e amor a Deus é tal, que, está segura que muitas outras pessoas se vão juntar a ela, para que se construa mais um pilar estrutural dentro da Religião Católica Apostólica Romana.

Quando se é vítima com vocação, subentende-se certificar um legítimo e casto amor. Poder-se-á dizer, amar o amor. Amar a Deus. E, sobretudo, tê-lo, como um dom de Deus ao serviço da humanidade.

O livro de Maria da Conceição é bem claro ao referir-se: “A Vítima”, porquanto, Vítima, é claramente “…ser oferta em amor de tudo o que se vive, se faz, se reza. (…) Mas o que conta, o que salva, o que liberta é o amor com que se vive, com que se toma a cruz, cada dia, para O servir e para O imitar”.

É de lembrar e sublinhar, que a Serva de Deus utiliza incessantemente duas palavras de valor acrescentado, contendo quase como uma mística secreta: “amor e dor, dor e amor”. Dir-se-á: “amar sofrendo, sofrer amando”.

Em face do seu testemunho, é-se tentado ainda a dizer: entrega – em amor – total à causa de Deus, e, ao serviço de Deus. Divulgando ininterrupta e eternamente a Sua mensagem, o Seu nome.

Termino, com um pensamento da Serva de Deus: “O Amor leva à identificação com o amado, e se amado é Jesus Crucificado, no momento máximo do seu amor, que foi a cruz e a morte, então há o desejo de ser identificado com Ele, de ser como Ele, de ser Vítima com Ele.”

 

 


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