Religião

Crisma em Viana do Castelo

11 Junho 2017

Realizou-se na Sé Catedral de Viana do Castelo a Confirmação “Crisma” a candidatos de Valença, Alvarães, Mujães, Colégio do Minho e Monserrate.

A cerimónia Religiosa foi presidida pelo Bispo Dão Anacleto e coadjuvado por diversos Padres das freguesias, pelo Diácono Vítor Rocha e Seminaristas.

Dão Anacleto cordialmente a todos saudou e agradeceu a comparência para o importante ato religioso a realizar. De expressivo sentido religioso dirigiu-se ao coração de todos os participantes, particularmente aos crismandos. Exemplificou o sentido religioso do crisma e a importância do compromisso de continuidade perante a Igreja.

O peso oratório baseou-se em dois pontos: Do Evangelho do dia, paulatinamente narrou o aparecimento de Jesus aos seus discípulos. Dizendo-lhes: “A Paz esteja convosco” e de seguida mostrou-lhes as marcas da crucificação das mãos e a perfuração lateral da lança. Dizendo de seguida: “Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós” depois desta mensagem, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo: àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados e àqueles a quem os retiverdes ser-lhe-ão retidos”.

Também se baseou na frase: “Eu te Perdoo”, e a importância que tem na vivência humana. Porque “…estas podem ser as três palavras mais difíceis de serem ditas”. Por outro lado referiu que, ao serem simples, “carregam uma carga enorme”. Alertou ainda, para perdoar a nós próprios, para assim, libertarmo-nos “das emoções negativas que estão associadas à dor causada pela outra pessoa”. Dir-se-á, então, que, embora perdoar muitas vezes é muitíssimo difícil, todavia, o perdoar tanto é benéfico para o culpado como para a vítima.

Sugeriu para deixarmos que o “fluxo da empatia entre na nossa vida”, mais uma vez é importante que sejamos empáticos primeiro com nós próprios. E, só depois, ter “empatia com quem nos magoou”.

Inspirou os devotos para sejam generosos no perdão. Dizendo: o perdão gracioso, gratifica-nos e promove crescimento pessoal, bem como, “…passa a transmitir essa paz e liberdade às pessoas ao seu redor”, porque ao se perdoar passamos a ficar libertos do despropositado sucedido.

Deduz-se, então, que o perdão conduz a uma nova vida saudável, com possibilidades de amar novamente, porque o coração ficou liberto de pressões negativas.

Domingos Costa


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