Domingos Costa
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Domingos Costa
Colaborador
domingoscunhacosta@gmail.com

Extratos da vida da irmã Maria da Conceição – nº 8

11 Junho 2017

Estimado leitor, ao se falar um pouco mais sobre “a Vítima”, dir-se-á então, que, se o Amado é Jesus Crucificado, concluiremos que, “o amor leva à identificação com o Amado, (…) no momento máximo do seu amor, que foi a cruz e a morte, então há o desejo de ser identificado com Ele, de ser como Ele, de ser vítima com Ele.”

Com sentido pacificador e divulgador Evangélico, o livro diz que, existem muitos “Cristos” pelo mundo. Muitos deles, sem noção da vida com amor. Não O conhecem. Não sabem o que é a Graça de Deus. A misericórdia. O Amor Infinito. Com Amor Morrer, para dar Vida ao Mundo. Em suma: o Sublime Amor da Salvação da Alma no seu todo.

A visão doutrinal e compreensão do mistério, que Maria da Conceição comungava, produziu uma vigorosa luminosidade no seu coração, levando-a a divulgar a seguinte parábola: “Assim como Jesus fez seus os pecados dos homens, imolando-Se por eles, como Vítima, também nós, em união com Maria junto à cruz, queremos oferecer-nos com Jesus e em Jesus, como se nós e Ele fôssemos um só, pela salvação do mundo.”

É esta, e muitas outras parábolas da Serva de Deus, que a todos obriga refletir sobre a postura a ter com a sociedade, com o mundo, e, com Deus.

Maria da Conceição, com a sua humildade e simplicidade, evoca que, Vítima, não é procurar mais sofrimento ou penitências. Isso não é ser Cristão, porque, entra em outra dimensão. O que pretende divulgar, é, sem dúvida alguma, o verdadeiro e puro amor difuso. Porque, quando proferimos uma palavra, quando gesticulamos, quando oramos onde quer que seja ou, a cada segundo de vida, podemos certamente ainda acrescentar que o sofrimento, “…não tira, não nega, não destrói a felicidade”. Porque, à luz da Ressurreição, o sofrimento ao ter importância redentora, é, caminho da felicidade e, salvação da humanidade.

 

 

Alguém, ao – desejar – ser Vítima, – não se mostra -, é-o, em silêncio reservado. Mostra ar sereno e com rosto simpático e alegre. Como diz a Serva de Deus: deve ser um “cordeiro imolado” no absoluto silêncio sacrifical do amor”.

É de notar que, na celebração cerimonial do seu nascimento, um dos oradores, o “Santo e Sábio, Pe. José Craveiro, Jesuíta, afirmou que de tudo o que conhecia da história da vida dos Santos, nunca encontrou ninguém que sofresse tanto como Maria da Conceição, e atreveu-se a chamar-lhe a cordeira imolada com Cristo e por amor d’Ele e da humanidade”.

O Pe. José Craveiro, revela ainda que o segredo das “Almas Vítimas”, como a Maria da Conceição, é, “…viver a cada segundo com amor, sofrer com amor a cada dor, oferecer com amor cada momento, cada ato, seja o trabalho, a oração, os momentos felizes ou sofredores, o apostolado”, isto para quê? Para que, – fruto desta dádiva piedosa – o mundo possa ter vida.

 

 


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