Barroselas e Carvoeiro

Toponímia de Barroselas

5 Julho 2017

Barroselas é nos nossos dias uma importante povoação em franco progresso queiram ou não os detractores que por uma especial de ciúme não queiram dar o braço a torcer, procurando amesquinhá-la. Mas como se costuma dizer em calão popular, os cães ladram, mas a caravana passa, as suas gentes continuam unidas e atentas aos acontecimentos. A sua importância verifica-se nos seus aspectos gerais : aumento de população, desenvolvimento económico, progresso, estabilidade e bem estar. E tanto assim é, que ainda há pouco tempo celebrou com toda a pompa possível a sua elevação à categoria de Vila, o que não acontece com as terras vizinhas, ou com as das proximidades de onde vêem esses remoques. Temos para nós que poderá ter algum interesse para os leitores deste jornal um melhor conhecimento dos nomes antigos da sua toponímia. Daí, a nossa lembrança ao recordarmos, porque recordar é viver. Segundo um documento do seu saudoso passado, no século XIII compunha, a freguesia os lugares de: Escaris, Barge, Outeiro de Fiopos, Massinos, Fonte ou Fontelo, Fiopos, Souto, Vila Nova de Fiopos, Boticos, Entre-Vinhas, Neiva, Feira, Lombo, Lodeiro, Neves, Foz, Furoca, Passo, que hoje se escreve Paço, Sião, Reis Magos, Barroselas, Extremo, Cortinheiras, Raios e Laceiras. Com o rodar dos séculos na ampulheta dos tempos ao lugar de Vila Nova passaram a chamar Rua Nova, local onde se veio a implantar a Estação dos Caminhos de Ferro, Fontelo passou a chamar-se lugar da Fonte, desaparecendo os topónimos de Escariz, Barge, Vila Nova de Fiopos, Barroselas, hoje nome administrativo e oficial da Vila, Cortinheiros, Raios, Laceiras, já a confinar com Fragoso do Concelho de Barcelos, Outeiro de Fiopos, que agora compreende dois lugares, assim discriminados no ano de 1755. Há ainda a acrescentar, Outeirinhos, Feimento, Alvas, Largateira, Estação e Rua Nova, que compreende hoje as imediações da Estação. Também existem algumas artérias atribuídas a algumas personalidades como: Avenida Padre Domingos Parente da Costa Soares, ao lado do cemitério paroquial, Rua Jorge Torres, a caminho de S. Sebastião, Largo António Valério de Carvalho de 1987 a 1998, com demolição do antigo coreto, alargamento do muro de vedação do adro e construção de escadaria monumental a dar acesso à igreja, da nova Rua do Viaduto, que não sabemos que será este o nome que lhe irão dar numa próxima oportunidade, o qual substitui agora a Passagem de Nível da Esquina, hoje encerrada ao trânsito. Um dos nomes que deveriam perpetuar numa artéria de Barroselas, é o do Padre Luís da Cunha Sotto-Maior e Faria, grande benemérito da freguesia. E por hoje nos quedamos até uma próxima oportunidade de voltar ao assunto.

Ilídio Eurico Gomes Ramos

In “jornal Vale do Neiva” Novembro 1988

A Redação


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