Livro

Apresentação do livro de fotografia “Bons Diabos” de Paulo Alegria

29 Julho 2017

O Teatro de Balugas apresenta o livro de fotografia “Bons Diabos” de Paulo Alegria, no dia 6 de agosto, pelas 21h30, no adro da Igreja Românica de São Martinho de Balugães (Barcelos).

 

O encontro de apenas um dia do fotógrafo Paulo Alegria com o Teatro de Balugas resultou num conjunto de fotografias que nos mostram que não precisamos de mais do que um terreiro para fazer teatro. Observando o elenco, enquanto este deitava mãos à obra e tornava palco o adro da igreja românica de São Martinho de Balugães, as imagens extraídas trazem-nos o Vale do Neiva, essa terra antiga de onde o teatro popular nunca desapareceu e onde permanecem intactos os espaços onde ele acontecia. A peça apresentada, uma adaptação para teatro de rua do Auto dos Bons Diabos, obra de Cândido Sobreiro, é um forte testemunho de que os “Balugas” constroem muito mais do que singelas encenações: é que, nas suas peças, o Alto Minho emerge inteiro, como região em que a permanente dicotomia entre aceitação e recusa foi sempre o gérmen criador da nossa identidade. O entusiasmo instala-se peça e livro adentro, quando nos apercebemos que as novas gerações retiveram um dos mais sábios ensinamentos: que um futuro interessante e suportável só surgirá da enxertia da planta do presente no sólido fuste do passado. (Raul Pereira, 2017)

 

Teatro de Balugas

 

Fundado em 2007, o Teatro de Balugas inspira-se na cultura popular do Minho. É teatro feito na aldeia, acreditando que este trabalho comunitário manterá viva a identidade desta, enquanto espaço de criação, numa luta contra o desaparecimento do mundo rural, da festa feita nas terras pelas gentes que contavam apaixonadamente as suas crenças, tradições e costumes, de uma certa ideia de progresso que não serve homens nem comunidades. É uma história escrita por artistas anónimos que pisam o palco de balugas ou borzeguins, botas altas com atacadores, de onde deriva o topónimo da aldeia de Balugães.

 

Paulo Alegria

 

Nasceu em 1970, em Oliveira de Azeméis, mas vive e trabalha em Viana do Castelo. Autor do livro Romeiros, um retrato contemporâneo das pessoas que se deslocam às romarias alto- minhotas e responsável pela cinematografia do filme Alto do Minho, um trabalho documental sobre a identidade do povo da mesma região. Foi-lhe atribuída uma bolsa pela Estação Imagem, em Mora, onde desenvolveu um intenso trabalho fotográfico próximo da população do concelho alentejano, documentando o seu associativismo, que resultou no livro Cultura Magra. Recentemente, integrou uma exposição colectiva itinerante no norte de Portugal e na Galiza, promovida pela DRCN, no âmbito do programa Rota das Catedrais, com um trabalho desenvolvido na Sé Catedral de Lamego. Formou-se em Design Gráfico e passou por outras áreas do conhecimento, como a Arquitectura, a Educação Visual, a Gravura, a Serigrafia e a Fotografia.

 

 


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