Domingos Costa
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Domingos Costa
Colaborador
domingoscunhacosta@gmail.com

Extratos da vida da irmã Maria da Conceição Pinto da Rocha (artigo nº 9)

5 Agosto 2017

Digníssimo leitor, em todos os artigos que anteriormente publiquei sobre este tema, determinadas palavras foram obrigatoriamente repetidas – talvez, para muitos – em forma exagerada. Todavia, a verdade é que, não as escrevi por mero acaso, deveria até escrever mais vezes. Confesso até, que vontade não me faltou. Porque, a devoção, o amor, a paixão, a remissão, a reconciliação e o se sacrificar, para que Deus seja mais amado, era, o seu lema de vida.

Maria da Conceição, a nossa Serva de Deus, como refere o livro, frequentemente se apoiava na sua célebre frase – “ dor e amor, amor e dor” – nas suas cartas, em escritos pessoais, na autobiografia e ainda noutros documentos, o seu desígnio e a sua intrínseca vontade espiritual, era exigente no amor e estimulante no sentido de anunciar às suas discípulas, e, também ao comum leitor.

Já referi, que a Serva de Deus, era possuidora de um total e infinito amor. A sua história de vida terrena – é narrada de forma singela – diz que ela não sabia fazer outra coisa, que não fosse amar. Dir-se-á então, que, o seu lema ao ser amar sempre com amor puro e amor sem reservas, gere “…amor trinitário, que é amor-perfeito com três pétalas: Pai, Filho e Espírito Santo”.

O não descuidado humano, sabe que, todos nascem para amar. Essa matriz, a todos acompanha a partir do nascimento. Então, todos nascemos santos. Mas, com o decorrer dos anos, a santidade vai desvanecendo até à extinção total. É pena. Deus, não pede este desfecho. Deus quer a felicidade. Aquela que tem, como resultado, a Santidade.

Foi o amor-perfeito, o amar com todas as forças da sua alma, que, a Serva de Deus, ao longo da sua vida sempre caminhou lado-a-lado com a santidade. A sua inclinação vocacional esteve sempre com muito amor junto “…dos pobres, dos doentes, dos pecadores, os da sua família, todos os que se abeiravam dela, ou aqueles que ela, por amor, procurava, buscava como bom pastor que busca a ovelha perdida. Viveu amando todos, procurando imitar o amor do Coração de Jesus”.

Maria da Conceição a apaixonada e fiel a Deus, generosamente honrava-O de amor cada vez mais puro e profundo, para que, a sua felicidade, contribui-se para felicidade de Deus.

É por isso que, Maria da Conceição ao não sossegar, não parar, não se cansar em fazer apostolado, para que o amor mais intenso seja mais amado, levou a que, fosse detonado um clique milagroso para amar mais Deus. Foi, o lançamento de uma Congregação, de uma Obra, de um mensageiro de Deus.

É de notar que “O amor quanto mais puro e intenso for, o sofrimento é maior”. Maria da Conceição harmonizava perfeitamente a anterior frase, sofria muito, sofria quando via alguém sofrer, muitas vezes sem poder ajudar. Sofria por “…não poder aliviar as dores, matar a fome, por não poder converter os pecadores, unir famílias desavindas, os que andam por maus caminhos, socorrer necessidades materiais e espirituais, ensinar a viver a fé e os sacramentos, de aliviar as dores da alma, do coração, sofre por não poder amar mais e, ver sofrer e não poder aliviar a dor do próximo, é a minha maior dor.”

Que palavras confortantes para nós eternos pecadores. Devíamos meditar, sobretudo nas suas proféticas palavras. Ainda será dever pensar, que Maria da Conceição também sofre com uma dor profunda, porque, vê que Deus não é amado pela humanidade, mas sim ofendido, blasfemado, perseguido, desprezado e magoado pelos pecados cometidos. “Daí nasce, em Maria da Conceição, o desejo de reparação, para na dor amar o Amor ofendido, desprezado e insultado.”

 

 


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