Religião

Maria da Conceição nº11

21 Setembro 2017

A Serva de Deus Maria da Conceição, Fundadora das Irmãs Reparadoras Missionáris da Santa Face, fazia cada dia da sua vida, uma “oferta alegre da dor”, o seu desígnio tinha ainda mais abrangência: “…que nos chega, que nos toca, que nos é dado sofrer, para que o amor por Deus e pelos outros seja uma realidade.”

Desta forma é obtida a redenção, e, com Jesus Cristo é assumida a ambicionada salvação da humanidade. Maria da Conceição também apela, para nunca rejeitar a dor física ou moral, seja ela leve ou dolorosa; porque, Jesus Cristo, teve-a na cruz.

Também revela, que se houver intenção de sermos reparadores e redentores com Cristo, não podemos desanimar nem lamentar a dor. Saibamos sim, oferecer a dor, com amor a Deus.

Além do referido será importante dizer, que, a nossa participação, na dimensão Sacerdotal de Cristo único Salvador, leva-nos a acolher a cruz quatidiana em Mistério Pascal de morte e Ressurreição, em “OFERTA REPARADORA POR NÓS E PELO MUNDO” quando o amor está presente, poderemos dizer como a Serva de Deus:

 A DOR PARA MIM É  AMOR

A  ARIDEZ PARA MIM É AMOR

A SECURA PARA MIM É AMOR

O DESAMPARO PARA MIM É AMOR

O ABANDONO PARA MIM É AMOR

E neste Amor em tudo, já não sei sofrer sem Amor, porque toda a dor é amor, e o amor é sempre terno, que não deixa sofrer a dor. Por isso já não sofro – Amo antes as delícias do amor na dor… Assim, reconhecendo a Misericórdia do Senhor todos Lhe darão Amor por dor pela salvação do mundo”

Poderemos então dizer, que, seguindo o trilho do bem-fazer, do estar com Deus, e do supracitado. Por inerência, é expresso e gerado “mais amor, mais graça, mais conversão, mais vida divina nos corações dos homens e das mulheres e dos jovens”.

Quem tiver a felicidade de se encontrar sintonizado com o caminho da Serva de Deus, seguramente a dor não é transformada em Mistério Pascal de Redenção  é sentida, tal como Maria junto à cruz  a sentiu, poderás “oferecer o teu holocausto com Ela e como Ela”.

A riqueza do livro “VIDA EM PLENITUDE DE AMOR” em que me baseio para escrever os meus artigos sobre Maria da Conceição, com ênfase revela a troca “de dor por amor e de amor por dor…”, ao se atingir este patamar, “…está-se a participar no grande desejo da Serva de Deus, quando afirmou: Esta família religiosa seria uma espécie de segunda humanidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual Ele encarnaria o seu espírito redentor”.

Uma família Religiosa, quando é integrada numa espécie de segunda humanidade como refere a Serva de Deus, entrega-se o corpo e a alma; bem como todo o seu ser, para que se possa com a graça de Deus, colaborar ativamente através do amor, na salvação da humanidade.

A Serva de Deus Maria da Conceição, identificou a sua autobiografia com o nome: “Reparação Expiadora”. Este título enquadra-se plenamente na íntima espiritualidade e vida, que ela, sempre amou e respeitou. A sua alma ao estar pura, é obviamente requisito fundamental, para penetrar no caminho impulsionador da salvação da humanidade.

Acresce dizer, que, Jesus, a troco também da salvação da humanidade, “como Cordeiro que tira o pecado do mundo” também morreu na cruz e, também, como Vítima Expiadora.

Desta forma, poder-se-á também evidenciar o amor ao Pai que Maria da Conceição silenciosamente tinha.

Em exemplo consideremos e prestemos mais atenção à sua belíssima frase consagrada no livro: “se o pecado é traição, negação do amor, só o amor de Jesus nos podia tornar o Pai propício, ser portanto propiciação do pecado do mundo”. Então, também, sem dúvida alguma, podemos dizer que Jesus foi “…o grande e único Reparador (…) o seu amor reparou o Pai pela imensidade dos pecados de toda a humanidade”.

Domingos Costa


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