Caminhos de Ferro
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Domingos Costa
Colaborador
domingoscunhacosta@gmail.com

Os Caminhos de Ferro (Número 31)

10 Abril 2018
Caminhos de Ferro número 31

Fotografia do Arquivo da CP [Caminhos de Ferro (Número 31)]

Como anteriormente referi, é óbvio o interesse em expandir a ramificação a nível dos caminhos-de-ferro em todo Portugal. Baseado nisso, sucessivamente são abertos novos troços de via. 

Vejamos: 1 Por portaria de 24 de Fevereiro de 1864, a companhia real dos caminhos-de-ferro portugueses, recebeu autorização para abrir à circulação pública, o troço de via de Estarreja a Coimbra. A segunda seção de via entre Taveiro e Coimbra, entrou ao serviço a 10 de Abril de 1864.  

No mês 1 seguinte – a 10 de Maio, – foi concedida autorização para abrir à circulação pública em regime provisório, o troço de via entre Entroncamento e Soure. Sendo a abertura definitiva à circulação pública, no dia 22 do mesmo mês e ano. Ainda, por nova portaria, no dia 7 do mês seguinte, o Governo autoriza que a companhia real dos caminhos-de-ferro, abra à circulação o troço de via, entre Soure e Taveiro. 

Logo a 1 7 de Julho de 1864 foi autorizada a abertura para a circulação pública em situação provisória, o troço de via de Soure a Taveiro.  

Por achar interessante, vou descrever a linha férrea de Coimbra a Gaia:  

Ao partir 2 de Coimbra, a linha férrea, segue até Ribeira de Fornos pelo vale de Mondego, seguidamente sobe até Pampilhosa. A direção da linha continua pelo interior, e, entre o rio Mondego e Vouga, até Mogofores. A partir daí, desvia-se e desce para o litoral em direção a Aveiro. Depois de Aveiro, atravessa o rio Vouga através de uma grande ponte. Passa de seguida por Salreu, Estarreja e Ovar. Tem de agora atravessar um longo pinheiral até Esmoriz e Espinho. De seguida, passa no lugar do Senhor da Pedra “Miramar”, subindo a partir daí até Valadares. Atingido este ponto, está-se muito perto de Vila Nova de Gaia.  

Em face de tudo quanto tenho divulgado até este momento, depreende-se, que, o funcionamento do caminho-de-ferro em Portugal está em franca expansão. Todavia, os regulamentos estão desatualizados, é necessário ajusta-los no tempo. Sua Majestade El-Rei, através de decreto por si emanado às entidades competentes, ordenou que fossem atualizados: “Por esta ocasião Manda o Mesmo Augusto Senhor, que a sobredita Direção, providencie a devida regularidade no serviço da linha férrea, cumpre que ela trate de completar os seus regulamentos…”  

É 3 manifestamente reconfortante o já referido. Contudo, o traçado de via-férrea relativo ao quinto troço, manteve-se problemático durante muito tempo. Embora, todos sabiam, de quão importante seria o desejado acordo. Isto, porque, os meios de transportes existentes, não satisfazem em pleno os utentes, que, por diversos motivos, se deslocam essencialmente entre Devesas e Porto. Este traçado, ao ser mais difícil de negociar, – em diversos domínios -, é, considerado legítimo. Também não se pode desprezar, a gigantesca obra de arte a construir e outras relativas ao percurso, bem como a localização da estação do Porto. Todavia, é reconhecível adiantar, que – finalmente – as obras do referido quinto troço iniciaram no dia 26 de Abril de 1875.   

PS: – Fotografias do arquivo da (CP).4 

 

 


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